Escolha do Terreno

Para escolher bem um terreno e efetuar uma boa compra, é preciso verificar três situações:

1 – Os fatores que podem gerar uma boa qualidade de vida e valorização da construção que será erguida nele, tema que é abordado em “Mercado Imobiliário – Compra – Terreno”.

2 – As condições do terreno para uma construção mais eficiente e com menor custo, conforme detalhado abaixo, e

3 – Após observadas estas duas situações, resta verificar a documentação do terreno junto ao proprietário e cartórios de seu município, tema abordado em “Documentação”.

Com relação à situação 2, temos:

Topografia: Construir em aclives e declives pode exigir mais gastos com fundações ou terraplenagem, em geral algo em torno de 10% do total da obra. “Se o solo for rochoso, o valor pode subir até 50%. O declive é menos complicado do que o aclive, pois a casa é erguida no nível zero, junto à rua, o que, conforme o tipo do solo, pode dispensar muros de arrimo. Um arquiteto saberá elaborar um projeto tirando partido da inclinação. Muito importante: há restrições impostas pela prefeitura para construções em terrenos com declividade acentuada. Convém  conversar com um engenheiro ou consultar as regras municipais  de ocupação do solo. No campo e no litoral, encostas são áreas de preservação permanente.

Tipo de Solo: É determinado pela sondagem, um raio X que indica suas camadas e resistência. O arenoso, típico das regiões litorâneas, é muito bom para construir. Já o argiloso exige cuidados. Existem empresas especializadas nesse tipo de serviço, mas para avaliar emergencialmente o grau de resistência do solo use um vergalhão de ferro com 8mm de espessura e 2m de comprimento, tentando enterrá-lo em vários pontos do lote com sua própria força (e um martelo por favor). Se ficar difícil, ou mesmo impossível, ir além de 1,5m de profundidade, tudo bem. Mas se a estaca improvisada continua avançando em direção ao mítico centro da terra, é quase certo que a construção exija fundação profunda e saldo extra na conta bancária.

Dimensões: As normas de ocupação do solo de cada município definem limites para o tamanho da obra de acordo com as regras de zoneamento. Em geral, não se pode construir em terrenos com tamanho inferior a 125m2. Ou seja, não feche negócio sem conhecer o que está valendo na prefeitura para a galinha morta que você acaba de encontrar.

Será uma tremenda decepção ter de abrir mão do salão de jogos e do quarto de hóspedes com os quais você tanto sonhou para ajustar o projeto da casa às exigências legais.

Zoneamento: O plano diretor do município disciplina o que e quando pode ser ocupado no terreno, bem como, seu destino – uso residencial, comercial, industrial etc. Se para levantar a moradia dos seus  sonhos – é ela que você quer, certo? – for preciso fazer concessões demais, talvez seja melhor procurar outro local. E não acredite em entusiastas com discurso do tipo dá-se um jeito: faça tudo na lei e evite dores de cabeça.

Face: A norte é a mais querida, mas um bom projeto arquitetônico pode corrigir insuficiência ou excesso de insolação e iluminação natural. É possível localizar os cômodos de madeira que possam receber continuamente a luz do sol. Basta privilegiar as áreas de casa onde as pessoas permanecem por mais tempo. Se você faz questão, há sempre uma  bússola  nas plantas de loteamentos indicando os pontos cardeais.

Água, Luz, Esgoto e Gás: Verificar se o terreno tem facilidade de serem servidos por estes pontos. Por exemplo, no caso do Esgoto, alguns lotes são servidos pela rede de água, mas não pela de esgoto. Neste caso, a alternativa provisória para suprir as necessidades do canteiro de obras é perfurar um local para funcionar como fossa séptica para coleta de esgotos da obra e em locais onde não há previsão da Prefeitura em colocar a rede de esgoto, a saída é fazer esta fossa definitiva, onerando assim o custo da construção.

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